17 novembro 2009

A infeliz cultura da caça as baleias no Japão

Por Cristina Möller

É com muita tristeza que venho dividir com vocês a realidade da caça as baleias. Como foi mostrado no Fantástico há algumas semanas, existe um abate brutal de golfinhos na cidade portuária de Taiji. Moro em Yokohama, a quase 500km de distância e mesmo aqui podemos encontrar carne de baleia a venda em todos os supermercados do nosso bairro. Na embalagem está escrito carne de baleia, mas pode ser perfeitamente carne de golfinho.

Felizmente não vi nenhuma pessoa comprando, mas caso visse, minha vontade seria questionar tamanha crueldade em adquirir tal alimento. Para os japoneses mais velhos, comer carne de baleia segue uma tradição. Faz parte da cultura nipônica. O que mais revolta é forma cínica que os órgãos japoneses alegam para a captura: fins científicos!

Como pode nos dias de hoje, não existir uma força maior para barrar estas ordens de matança? Sei que o Greenpeace faz sua parte mas ainda é preciso muito mais. A venda não é camuflada nem restrita. Está destinada a todos. Ainda fazem o desenho da calda da baleia na embalagem para enfatizar o produto. 100g de carne custa aproximadamente R$ 6,50.

Sei que o assunto é outro, mas o que une é a tal da cultura. Foi descoberto e fechado um abatedouro em São Paulo. Mas a causa maior, não eram as precárias condições de higiene e sim o tipo de carne. Cães e gatos eram mortos a pauladas, abatidos e vendidos a restaurantes coreanos. A carne era servida tranquilamente como prato principal. (Veja matéria)

Fica aqui minha pergunta: Será que tudo o que se move deve ir para o prato dos asiáticos?


Cristina Möller é brasileira, mora em Yokohama-Japão a mais de 10 anos e está sempre nos enviando ótimos artigos sobre a cultura daquela região. Na primeira imagem, Eduardo Möller, seu esposo e o pequeno Matheus Möller, o filhão do casal indignados com a venda da carne de baleia.

Veja outros de seus artigos:
Viagem a Cebu, Filipinas
Posso tirar o dia livre hoje?


Um comentário:

  1. É por essa e outras que eu não como nada que se move.

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