19 Novembro 2009

A cultura nordestina é rica, abundante e bela


A cultura nordestina é rica, abundante e bela
(José de Sousa Dantas)

A CULTURA variada
Do NORDESTE brasileiro,
Tem valor no mundo inteiro,
Por ser distinta, esmerada,
Consistente e temperada,
Maravilhosa e singela,
O povo se inspira nela,
Se desenvolve e se afina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

A CULTURA popular
Nordestina, brasileira,
É autêntica, verdadeira,
Valiosa e singular,
Que se torna basilar,
Resiste e não se esfacela,
E a gente luta por ela,
Por ser nobre e genuína.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

O NORDESTE tem artista,
Talentoso, criativo,
Competente, combativo,
Que canta, escreve e conquista,
Mostrando o ponto de vista,
Com a devida cautela,
Se destaca e se nivela
Ao melhor duma doutrina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem POETAS e cantores,
Artesãos e cordelistas,
Violeiros e coquistas,
Literatas, escultores,
Cineastas e pintores,
Criadores de novela,…..
Cada um pensa e modela
Sua OBRA cristalina.
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.

Tem repente, apartação,
Glosa, cordel, boi-bumbá,
Carnaval, iemanjá,
Ciranda, adivinhação,
Maracatu e São João,
A dança da Cinderela,
O forró flor de canela,
Ao som da concertina,……
A CULTURA NORDESTINA
É rica, abundante e bela.


17 Novembro 2009

A infeliz cultura da caça as baleias no Japão

Por Cristina Möller

É com muita tristeza que venho dividir com vocês a realidade da caça as baleias. Como foi mostrado no Fantástico há algumas semanas, existe um abate brutal de golfinhos na cidade portuária de Taiji. Moro em Yokohama, a quase 500km de distância e mesmo aqui podemos encontrar carne de baleia a venda em todos os supermercados do nosso bairro. Na embalagem está escrito carne de baleia, mas pode ser perfeitamente carne de golfinho.

Felizmente não vi nenhuma pessoa comprando, mas caso visse, minha vontade seria questionar tamanha crueldade em adquirir tal alimento. Para os japoneses mais velhos, comer carne de baleia segue uma tradição. Faz parte da cultura nipônica. O que mais revolta é forma cínica que os órgãos japoneses alegam para a captura: fins científicos!

Como pode nos dias de hoje, não existir uma força maior para barrar estas ordens de matança? Sei que o Greenpeace faz sua parte mas ainda é preciso muito mais. A venda não é camuflada nem restrita. Está destinada a todos. Ainda fazem o desenho da calda da baleia na embalagem para enfatizar o produto. 100g de carne custa aproximadamente R$ 6,50.

Sei que o assunto é outro, mas o que une é a tal da cultura. Foi descoberto e fechado um abatedouro em São Paulo. Mas a causa maior, não eram as precárias condições de higiene e sim o tipo de carne. Cães e gatos eram mortos a pauladas, abatidos e vendidos a restaurantes coreanos. A carne era servida tranquilamente como prato principal. (Veja matéria)

Fica aqui minha pergunta: Será que tudo o que se move deve ir para o prato dos asiáticos?


Cristina Möller é brasileira, mora em Yokohama-Japão a mais de 10 anos e está sempre nos enviando ótimos artigos sobre a cultura daquela região. Na primeira imagem, Eduardo Möller, seu esposo e o pequeno Matheus Möller, o filhão do casal indignados com a venda da carne de baleia.

Veja outros de seus artigos:
Viagem a Cebu, Filipinas
Posso tirar o dia livre hoje?

16 Novembro 2009

Hino Nacional ao som da sanfona



Sem desvirtuar os ideais de liberdade, coragem e amor à pátria, aclamados na letra de Osório Duque Estrada, esse arranjo da música de Francisco Manuel da Silva é uma manifestação de amor e respeito tanto ao Brasil quanto ao nordeste porque expressa um patriotismo cotidiano, genuíno e verdadeiro. Sem a menor intenção de afrontar os emblemas nacionais e a liturgia militar, o Pirata acredita ter o direito, como qualquer brasileiro, de tocar o nosso Hino do jeito que o nosso coração, patriota, cearense e "cabra da peste", bate.

Mesmo assim, antes de iniciar a divulgação, foi enviada a gravação para o então Ministro da Cultura, Francisco Weffort. Por telegrama, ele respondeu que não via "nenhum desrespeito nem depreciação do Hino Nacional no arranjo popular do sanfoneiro Adelson Viana e Pirata". O Ministério Público Federal, porém, não entendeu o mesmo e entrou com uma ação na justiça contra a apresentação do Hino Nacional em ritmo de forró.

Apenas em setembro de 2007, o Juiz Federal Substituto da 6ª Vara da Justiça Federal do Ceará, José Eduardo de Melo Vilar Filho, autorizou, enfim, a gravação e execução da versão em forró do Hino pelo Pirata na TV, rádio e shows ao vivo.

Livre para declarar seu amor pelo Brasil, o Pirata disponibiliza para download gratuito a versão em forró desse arranjo. Destaca-se que todos os direitos autorais da versão em forró do Hino Nacional Brasileiro serão revertidos para as ações e projetos da Fundação Pirata Marinheiros.

14 Novembro 2009

A cantoria nos tempos modernos

Os antigos repentistas eram pessoas simples e raramente sabiam ler e escrever corretamente. Mas com o passar do tempo as coisas mudam. A ciência e a tecnologia avançam e novos valores surgem. E mesmo que não percam suas raízes, os cantadores não podem ficar para trás no tempo. Eles precisam acompanhar as transformações que surgem no dia a dia, pois precisam de novas e constantes informações para abordar temas modernos.

O violeiro tem que acompanhar tudo que acontece no Nordeste, no Brasil e no mundo, bem como estar por dentro da internet, robotização, efeito estufa e aquecimento global, por exemplos. E ainda ter conhecimento geral sobre Geografia, História, Ciência e muitas outras coisas. A astúcia e o raciocínio rápido também são indispensáveis para um bom cantador.

Se os atuais repentistas não tiverem as qualidades e atributos acima, estão sujeitos a “levar uma surra” do adversário, durante um desafio. Um exemplo do que foi dito acima está nesta obra prima de Galope à Beira Mar, onde os dois renomados repentistas demonstram desenvoltura, talento, habilidade e conhecimento sobre o corpo humano:


(Poetas Rogério Meneses e Hipólito Moura)

12 Novembro 2009

Eu não troco o meu ôxente pelo ok de seu ninguém


Eu não troco o meu ôxente pelo ok de seu ninguém
(Marco Haurélio)

Além das falsas fronteiras
Por mãos humanas forjadas,
Das extensas paliçadas,
Dos hinos e das bandeiras,
Das invisíveis barreiras,
Do deboche e do desdém,
A alma que um povo tem
É o que torna a gente GENTE
- Eu não troco o meu ôxente
Pelo “ok” de seu ninguém.

Escrevendo a sua história,
Sem troféus e nem brasões,
Peservando as tradições,
Nos arquivos da memória.
Esta é a maior glória
Que o nordestino tem.
Pra século sem fim, amém
Viva o cordel e o repente
- Eu não troco o meu ôxente
Pelo “ok” de seu ninguém.


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