28 Dezembro 2007

História do Cordel

Material de autoria do parceiro e Violeiro Fábio Sombra. Publicado originalmente no folheto “Proseando Sobre Cordel”.

A Origem nas Feiras Medievais
Nossa viagem em busca das origens do cordel começa na Europa, na Idade Média, num tempo em que não existia televisão, cinema e teatro para divertir o povo. A imprensa ainda não tinha sido inventada e pouquíssima gente sabia ler e escrever. Os livros eram raríssimos e caros, pois tinham de ser copiados a mão, um a um. Então, como as pessoas faziam para conhecer novas histórias?

Pois bem, mesmo nos pequenos vilarejos existia um dia da semana que era especial: o dia da feira. Nessas ocasiões, um grande número de pessoas se dirigia à cidade, e ali os camponeses vendiam seus produtos, os comerciantes ofereciam suas mercadorias e artistas se apresentavam para a multidão.


Um tipo de artista muito querido por todos era o trovador ou menestrel. Os trovadores paravam num canto da praça e, acompanhados por um alaúde (um parente antigo dos violões e violas que conhecemos hoje), começavam a contar histórias de todo tipo: de aventuras, romance de paixões e lendas de reis valentes, como o Rei Carlos Magno e seus doze cavaleiros.

Para guardar tantas histórias na cabeça, os trovadores passaram a contar suas histórias em versos. Dessa forma as rimas iam ajudando o artista a se lembrar dos versos seguintes, até chegar o fim da história.


Ao final da apresentação, o povo jogava moeda dentro do estojo do alaúde. O trovador, satisfeito, agradecia e partia em direção a próxima feira.


Veja também:
Curiosidades sobre o cordel
Métrica, rima e temas do cordel tradicional
O futuro e o presente do cordel

8 Comentários:

Aldo disse...

voces estao convidados para um sarau fragmentos e contos nordestinos
na casa de cultura do itaim paulista
dia 21 de desembro as 18hs meu msn dragaometre_67@hotmail.com

Anônimo disse...

Codinome Lampião

O meu nome é Virgulino
O lagarto nordestino
Ouça bem o que lhe digo
O cangaço é meu quintal
Meu sobrenome é perigo
Vai logo me dando essas moedas
Vai logo rezando á padre Ciço

Foi com Antônio e Levino
Com meus irmãos eu aprendi
Que no cangaço o homem
Tem que ser macho
No cangaço o homem
Não pode dormir

Leão valente e cangaceiro
Macho de todas as maneiras
Foi assim que eu me apresentei
Na tropa do sinhô Pereira

Vendo o sofrimento de meu povo
Nas mãos do crime eu cai
Na casa da baronesa
De água branca eu bebi

Peguei o bicho pelo pescoço
Prendi Antônio Gurgel
Um frio na espinha desceu pelas costas
Me gelando a boca do céu

Numa agonia de dá dó
Foi dois de uma vez só
Perdi Colchete e Jararaca
Na invasão á Mossoró

O calango escondido
Não aceitou a derrota
Mas tive que esperar
Pois Pernambuco, Paraíba
E Ceará, estavam á me caçar

Atravessei o São Francisco
Com cinco cabras na mão
E foi lá na Bahia
Que eu me levantei do chão

Um certo dia escondido
Na fazenda de um coiteiro
Foi lá que eu encontrei
Meu amor verdadeiro

Só tinha um problema
Era a mulher do sapateiro

Fugiu comigo em nome desse amor
Enchendo meu coração de alegria
Maria Déia, cheia de idéia
Flor nordestina


Na caatinga
Debaixo de um umbuzeiro
Nasceu minha filha Expedita
Lindo anjo vindo do céu
Á iluminar minha vida

Com minhas roupas de Napoleão
Feitas pelas minhas mãos de artesão
Apresentei meu bando e minhas cartucheiras
Ás lentes de Abrão

O meu olho que vazava
Dr: Bragança arrancou
Confesso tive medo
Mas não senti nenhuma dor

Meu destino tava chegando
Senti meu peito sangrar
João Bezerra e Aniceto Rodrigues
Vieram me atocaia

Vi cai Quinta-feira
Vi cai Mergulhão
Vi cai Enedina
De joelho no chão

Vi Moeda e Alecrim
No rabo do foguete
Vi cai Macela
Vi cai Colchete

Antes de dar meu último suspiro
Pensei no meu amor
Onde tá Maria Bonita?
Minha amada
Minha flor

Fui Virgulino Ferreira da Silva
Codinome Lampião
Vivi, amei, e morri
Nos braços do Sertão.

Sandro Kretus

O andarilho da terra do fogo
http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/1346801

Anônimo disse...

Parabéns pelo site, gostaria de manter contato sobre a importância de valorizar a cultura nordestina nas escolas e poder oportunizar ao aluno o reconhecimento e a legitimidade das contribuições que a cultura nordestina tem dado a cultura brasileira!

Sem mais
Erika BORGATI

Sala de Leitura disse...

Olá,
Sou professora da rede municipal de Duque de Caxias, RJ. Trabalho atualmente na sala de leitura e estamos neste trimestre: junho, julho e agosto trabalhando o tema Sertões: cultura popular, cordel, Euglides da Cunha, músicas...pesquisando sobre o assunto encontrei seu espaço virtual e já estou fã!!!
Tbm temos um espaço de divulgação das atividades que desenvolvemos com os alunos, qd puder dê uma navegada. http://leituraempoto.blogspot.com.
Parabéns pelos seus posts. São ótimos.
Cristiane Dantas

Alexandre Acioli disse...

Parabéns pelo blog. Muito, muito bom.
Especificamente, com relação a cordel, procuro material cuja temática seja meio ambiente e/ou sustentabilidade. Pretendo obter alguns para trabalho acadêmico. Se vc e outros leitores conhecerem títulos e autores, me informe, por favor.
Grande abraço,

Alexandre Acioli
Olinda Hoje
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/07/opiniao.asp

Alexandre Acioli disse...

material sobre cordel muito bom. Procuro cordéis com temática ambiental. Quem conhecer títulos e autores me informe, por favor.
Ainda sobre cordel, recentemente escrevi artigo no Diário de Pernambuco. Também ppode ser acessado no Blog Olinda Hoje
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/07/07/opiniao.asp

Ana Clara Atemdimento online disse...

Alexandre se vc encontrar algo me nesse tema, me avisa por favor. Questão de trabalho pra facu...

clarana45@hotmail.com

Anônimo disse...

eu queria saber é a historia do telefone de latinha

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